terça-feira, 23 de agosto de 2011

Idade Avançada e Funcionamento Cerebral


.....Na pequena cidade de Mankato, no estado de Minnesota, nos EUA, existe um convento com uma história muito diferente. As freiras que ali vivem e morrem parecem atingir uma longevidade muito maior do que a população em geral: a idade média é de 85 anos, e entre as 150 freiras aposentadas, 25 tem mais de 90 anos, e 12 tem mais de 100 anos. Um dos motivos, é claro, é que as freiras em clausura não correm risco de morte reprodutiva, levam uma vida protegida, não fumam nem bebem. No entanto, ocorrem coisas surpreendentes: a incidência de doença de Alzheimer é muito baixa entre elas. Essa é uma doença terrível, que mata as células cerebrais do idoso, e altera radicalmente sua memória, comportamento e capacidade de viver autonomamente. Está aumentando muito em todos os países, pois ocorre mais em pessoas com idade superior a 70 anos. Portanto, com o aumento geral de longevidade trazido pela medicina e pelo bem estar econômico, tem se transformado em um sério problema de saúde pública em alguns países, como nos EUA.
.....Quando esse fato foi descoberto por um cientista da Universidade do Kentucky, Dr. David Snowdon, ele foi estudá-las e descobriu que a longevidade era maior entre as freiras que tinham educação superior, ou que tinham alguma atividade mental constante, como estudo, leitura, música ou pintura, ensino das mais jovens, etc.. Em outras palavras, as freiras que exercitavam a sua mente e se mantinham ativas cerebralmente viviam por mais tempo do que as que se "entregavam" à velhice, por assim dizer, ou que tinham apenas atividades passivas e restritas do ponto de vista intelectual, como cozinhar ou arrumar os quartos do convento. Como ele mesmo disse, "a diferença estava em como elas usam suas cabeças".
.....A descoberta do Dr. Snowdon deu origem a um grande estudo científico. As freiras concordaram em doar seus cérebros quando morressem, para que fosse investigado se havia alguma diferença em relação a cérebros de outras pessoas. Ao longo da última década e meia, ele e sua equipe examinaram mais de 700 cérebros.
.....O que os cientistas descobriram? Até recentemente, achava-se que o cérebro era imutável. Os neurônios, que são as células cerebrais envolvidas em todas as funções nervosas, desde um simples movimento até o pensamento e a linguagem, não se reproduzem. Portanto, ao terminar o crescimento do cérebro, na infância, os neurônios começam a morrer gradativamente, e não são substituídos. Ao chegar a uma idade avançada, temos 25 a 30% menos neurônios que na adolescência, e em caso de doenças circulatórias e degenerativas do sistema nervoso central, como na doença de Alzheimer, essa devastação pode ser maior ainda, levando às alterações de memória, no sistema sensorial e motor, e na capacidade cognitiva dos idosos.
.....Entretanto, algumas descobertas revolucionárias alteraram esse conceito. Os neurônios se caracterizam por ter prolongamentos, ou ramificações, extremamente finas, chamados dendritos, que são usados para fazer conexões com outras células cerebrais, formando assim os circuitos responsáveis pelas funções do cérebro.
.....No córtex cerebral, onde estão as chamadas "funções superiores", como visão, audição, fala, inteligência, consciência, etc.,os dendritos de um neurônio fazem conexão com até 1.000 outros neurônios. Outras células, como no cerebelo, responsável pela coordenação dos movimentos e equilíbrio, essa relação pode ser de até 100.000 para um.
.....Os cientistas descobriram que os dendritos podem crescer com o aprendizado. Uma neurocientista de Los Angeles, Dra. Diamond, estudou o cérebro de ratos que viviam em dois tipos de ambiente: um deles bem rico em sensações e experiências, com muitos brinquedos, bolas, rampas, escadas, objetos coloridos, etc.; e outro sem nada de especial. Além disso, testou os ratos que viviam sozinhos, quando comparados com ratos que viviam com outros companheiros na mesma gaiola. Ela descobriu que os neurônios do córtex dos ratos que tinham vivido em ambientes ricos ou em companhia social, tinham muito mais ramificações de segunda e terceira ordem nos dendritos, do que os ratos que tinham vivido em ambientes pobres.
.....Aparentemente, portanto, o cérebro funciona como um músculo: quanto mais você usa, mais ele desenvolve conexões novas e cresce. A inatividade, por sua vez, acelera a perda de conexões e a diminuição dos dendritos. O Dr. Snowdon descobriu no cérebro das freiras que eram mais ativas intelectualmente na idade avançada, que algumas delas tinham sinais patológicos que indicavam que elas deveriam ter Alzheimer (são placas de uma substância amilóide e novelos de fios dentro das células, que não existem em neurônios normais, e que são responsáveis pela sua morte). No entanto, elas tinham poucos sintomas característicos, ou desenvolviam a doença muito mais tarde do que o usual. O médico diz que como essas freiras tinham muito mais ramificações neuronais e circuitos cerebrais mais ricos, eles compensavam a morte daqueles afetados pela Alzheimer.
.....As freiras de Mankato acham que "cérebro desocupado é morada do diabo", e por isso se dedicam tanto a ocupá-lo. É um ditado muito verdadeiro, se imaginarmos que o "diabo", nesse caso, é a doença cerebral e cardiovascular, trazida pela inatividade e entrega tão características da maior parte dos idosos que vivem no Brasil. É uma grande tragédia, perfeitamente evitável. Iniciativas como a "Universidade da Terceira Idade", da PUCCAMP, ou o "Projeto Caminhar" da FEAC (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas), estimulam o idoso a continuar a exercitar intensamente o seu cérebro, aprendendo e a ensinando. Os idosos têm tanta experiência de vida e conhecimento, e podem fazer tanto para melhorar nossa sociedade! Infelizmente, muitas vezes são deixados de lado, "arquivados", abandonados pela mesma sociedade, que, com falta de sabedoria, valoriza cada vez mais apenas os jovens.
.....As descobertas da ciência estão mostrando que é perfeitamente possível continuar saudável e mentalmente ativo na velhice avançada. O aumento da longevidade média da população exige que os idosos sejam integrados mais intensamente na vida social, evitando o fantasma da aposentadoria, que mata tanta gente pela brusca mudança para a inatividade e para a sensação de inutilidade.

(*) Dr. Renato Sabbatini é médico e professor e teve este seu trabalho publicado no Jornal Correio Popular de Campinas, em set/00 e na revista "Saúde e Vida On-Line".


Vi lá no Mulher de Classe

Como ficar atualizado em relação aos trabalhos da sua àrea profissional.

Olá personas, estou aqui para compartilhar com vocês uma(na verdade duas) coisa muito interessante, e que pode a vir ser muito útil, para a carreira profissional de vocês.

Creio que a primeira de todas, pelo menos para a minha área de TI(tecnologia da informação), são as listas de discussão. Nelas o pessoal discute (Oh, não sério?!) assuntos relacionados com a área, tiram dúvidas, deixam você atualizado com o que acontece na àrea e o mais importante de tudo: Vêem Boas Oportunidades de Emprego! E sinceramente ninguém quer ficar velho passando necessidades financeiras, né?! Se você é de outra área que não TI, também devem haver listas de discussão com assuntos relacionados à sua área, mas não posso garantir NADA! =P

LinkedIn: Não, não é vírus. E a principio, eu SEMPRE achei que fosse spam. Os convites chegavam a(o)s milhares dezenas. Daí que um dia, eu estava "browseando" por aí, quando vi um site que mandava partilhar o seu "perfil profissional" com os seus amigos/colegas (e etc e talz).

Beleza, você cria um perfil no linkedin coloca uma foto decente! (SEM FOTO DE ORKUT PELO AMOR DE ZEUS!) Entra em grupos da SUA área... Não entrem em nada de TI não viu? Ú.Ù.
Entra em grupos da sua área, e em breve verá as mesmas características das listas de discussão.

LinkedIn X Listas de discussão
    Então agora vou dizer quais são as vantagens e desvantagens de um comparado ao outro.

   LinkedIn: Maior parte do conteúdo é inglês, maior parte das ofertas de emprego são para lugares fora do Brasil, com salários BASTANTE apetitosos, apesar de requererem uma formação e habilidade proporcional ao seu salário!

   Listas de discussão: Salários mais humildes (melhores do que você vai ganhar sem analisar direito as oportunidades de emprego), a maior parte das ofertas de emprego são para se trabalhar no brasil, quase tudo é em português (claro, que se vc entrar numa lista de discussão em inglês eles não vão falar pt_br pra te agradar). Geralmente a formação requerida não é tão alta, há muitas ofertas de estágio à bom salários.

  Note que eu não citei o que seriam vantagens e desvantagens pois isso é relativo! Para uma pessoa fluente em inglês, o vantajoso para ela seria o linkedin pois tem as melhores ofertas de emprego (se e somente se, dinheiro = coisa boa), mas para uma pessoa que não fala bem inglês o legal seria listas de discussão.

  Eu, particularmente, sou adepto da ideologia que quanto mais abrangentes as tentativas maior a possibilidade de sucesso. Resumindo: Vão pras listas e pro LinkedIn, estudem, se aperfeiçoem, ganhem algo legal pra por no currículo e vão à luta (não é luta de violência viu?)

O menino que domou o vento.


Muito dificilmente você se lembrará – ou mesmo terá conhecimento – deste nome. Não só pela difícil pronúncia, como pelo fato dele ter nascido nos cafundós do Judas lá no meio da África, num lugar desolado, pobre e abandonado chamado Malawi.
William Kamkwamba nasceu em 5 de agosto de 1987. Era um garoto que, como eu, 
amava os Beatles e os Rolling Stones
não sofria do mal do conformismo. Ele não aceitava que as coisas – mesmo sendo muito ruins – são imutáveis, tendo que aceitá-las simplesmente e pronto. Cientistas não se curvam perante o infortúnio e ficam se lamentando da vida; eles vêem esses infortúnios como uma oportunidade, um estímulo, um desafio. E desafios existem para serem vencidos! Esta é a história do garoto que domou o vento.
O meio do nada! É isso que se pode resumir do ridículo país de Malawi, bem na África Oriental, limitado ao norte e ao leste pela Tanzânia e ao oeste pela Zâmbia (dois outros buracos onde o Judas não perdeu as botas, pois ele já as tinha perdido pra assaltantes lá pelas bandas de Moçambique). Malawi é o entroncamento do nada com coisa alguma, uma terra que qualquer deus pagaria pra esquecer, só para não ter que aceitar que fez merda.
Naquela pocilga de lugar não dava nem pra ligar um rádio, pois não tinha eletricidade. Água? Só se fosse através de bombas manuais já que, sem eletricidade, não havia como ligar bombas elétricas. Esgoto? Você deve estar de brincadeira! Nem mesmo um celular podia-se usar direito, pois não havia como recarregar as baterias, só andando muitos quilômetros até se encontrar algo parecido com um vilarejo com eletricidade (chamar isso de “civilização” não é ser otimista, é ser idiota).
Durante a época da seca, o país (que depende da agricultura) enfrentou sua pior crise, com muitas pessoas morrendo, a fome era companheira constante e o desânimo esta se enraizando fundo nas pessoas. Pessoas comuns dariam de ombros e ficariam na base do “Se Deus quiser, um dia teremos o que comer” ou “Deus sabe o que faz, é uma provação”. Mas Kamkwamba não era um garoto comum. Seus pais tiveram que tirá-lo do colégio aos 12 anos, pois não tinham como pagar seus livros ou mesmo pelos cadernos. O destino estava sendo cruel com ele e todos os habitantes dali. O melhor era desistir e enfrentar o amargo sabor da derrota, mas quando se tem uma brasa ainda acesa no fundo da alma, nada poderá apagá-la; você só pode perder para si mesmo; e Kamkwamba não era um perdedor.
O valente William sabia que as Nações Unidas mantinham uma pequena biblioteca. Com seu péssimo inglês, o Grande William selou seu destino nas letras escritas há muito tempo. Vozes do passado sussurraram no seu ouvido. Não através de médiuns, mas através de livros e revistas. Ele resolveu que ali ele iria achar uma saída, pois ele TINHA que achar uma saída.
Pasteur disse uma vez: “O acaso favorece a mente preparada”. E foi por acaso que ao ler sobre eletromagnetismo, William teve um estalo que só acontece a poucas pessoas, e isso mudou a sua vida radicalmente: ele viu um receituário básico, ainda que de certa forma hermético, sobre como melhorar a vida em sua região. Dessa forma, o Grande William resolveu que faria o impossível: construir um sistema de geração de energia elétrica. Só tinha um pequeno probleminha: ninguém avisou a Kamkwamba que isso era impossível. Ou, se avisaram, ele não prestou atenção. Em algumas histórias uma motoneta ficaria berrando no final “Eu te disse! Eu te disse!”, mas foi um outro berro que soou mais forte. O berro da Força de Vontade!
Contra todas as opiniões que ele estava maluco, que o que ele queria fazer não era possível, que tudo resultaria em fracasso, William Kamkwamba não só QUIS fazer o tal sistema de geração de energia, ELE FEZ!
Com peças de sucata, Young Master William Kamkwamba construiu um gerador eólico de energia elétrica. Tosco, mas plenamente funcional. Sua paz e tranquilidade como anônimo chegou ao fim, pois várias pessoas começaram a ir na casa dele para buscar água (com bombas elétricas fica mais fácil ter irrigação), ver eletricidade e até uma lâmpada elétrica!
O Menino que Domou o Vento virou celebridade. Jornalistas sabendo do que ele fez foram correndo atrás de uma história simples, mas encontraram algo muito maior. William foi até mesmo convidado para palestrar no TED e, acreditem, isso não é pra qualquer um. 

Verdadeiros mestres não guardam seu conhecimento só pra si. Da mesma forma, o Grande Mestre Kamkwamba, Senhor dos Ventos, palestra no mundo inteiro sobre suas experiências, ajudando países toscos, que ironicamente chamam de “em desenvolvimento”, a terem seus sistemas de geração de energia, nem que seja para iluminar as casas, fazer bombas d’água funcionarem e até recarregar algum celular pai-de-santo. Ele até mesmo escreveu um livro a respeito e mantém um blog.
Frente a muitas adversidades, qualquer pessoa sentaria no chão e choraria desoladamente por ter nascido naquela tristeza de lugar, entregando-se ao desespero, sem tentar produzir nada de útil, nem tentar mudar o seu destino e o das outras pessoas. Entretanto, William Kamkwamba não é uma pessoa qualquer, é alguém que merece nosso respeito, mas ele não exige isso. Grandes homens não exigem nada. Homens de grande porte não conquistam civilizações pelo aço, pois a Força é a lâmina do coração. William Kamkwamba, o garoto que domou o vento, é um dos Grandes Nomes da Ciência.


Vi lá no ceticismo.net

Mente desocupada é ocupada pelo diabo!

          Conhecimento para seres humanos! É hora de reunir todos os textos, videos e tutoriais interessantes em um só lugar. Desde textos de filosofia,mundo da música, à novidades no mundo da computação(myspot). Welcome to the family!